Objetivos do Procel na CPFL

Os recursos naturais não são inesgotáveis e, se continuarmos explorando o planeta da forma que estamos fazendo, a energia deverá faltar. A poluição também é uma forma de comprometer os recursos naturais. Assim, toda e qualquer iniciativa no sentido de buscar soluções que modifique a nossa forma de consumir energia, deve ser buscada, pois a pura e simples interrupção do desenvolvimento não tem sentido e é praticamente impossível de ser viabilizada.

Resolver este problema envolve questões de caráter econômico, social e político e, assim, a principal alternativa que encontramos para soluciona-lo, ainda parece ser a busca constante de um desenvolvimento sustentável em relação ao uso da energia no planeta. Isto é, o bom-senso, certamente, é uma das alternativas viáveis de enfrentamento desta questão. Não desperdiçar energia de um modo geral, utilizar fontes energéticas renováveis e contribuir para a não poluição do meio ambiente, parecem soluções razoáveis, que devem ser adotadas individual e coletivamente.

O desafio é grande. No entanto, já existe uma certa unanimidade de opiniões quanto à importância de se otimizar as ações no sentido de buscarmos soluções a partir de um desenvolvimento sustentado.

A preocupação com o planejamento energético, em todas as suas possibilidades, daqui para frente, deverá ser uma atitude constante e a redução do consumo de energia, através do uso racional e do combate ao desperdício, é a contribuição individual que podemos dar para resolver a questão.

Atualmente, no Brasil, o problema vem se agravando, em especial, no setor elétrico brasileiro. O consumo de eletricidade aumenta ano após ano e, hoje, produzimos aproximadamente um terço a mais da energia que precisamos para satisfazer as nossas necessidades de consumo. Isto é, jogamos fora grande parte da energia que produzimos. O potencial hidrelétrico disponível para construção de novas usinas concentra-se em regiões muito distantes dos centros consumidores, aumentando, assim, significativamente o custo da instalação de novas fontes geradoras. E, sabemos que os investimentos federais, estaduais e municipais, prioritariamente, devem ser dirigidos para os programas sociais e de infraestrutura básica. De fato, se não fizermos nada para modificar esta situação, o problema tende a agravar-se. Sabemos também que as soluções mais gerais não estão ao nosso alcance, porém, as mais simples, como uma mudança de nossos hábitos, podem estar ajudando significativamente a resolver parte do problema. Deste modo, quanto menos desperdiçamos, menos precisaremos gerar e, automaticamente, a necessidade de um racionamento energético fica cada vez mais longe. O uso racional da energia reduz ainda os problemas ambientais que poderíamos gerar com a construção de novas usinas. Não devemos nos esquecer que a mudança coletiva de nossos hábitos, inicia-se em mudanças individuais, assim, os projetos de educação ambiental se fazem urgentes para a solução destes problemas.