O Tarô de Ceridwen
 
A descoberta dos 22 personagens do tarô foi um marco em minha vida. Posso perfeitamente ver a Maria Teresa de antes e a que surgiu depois. Até ali, era uma artista plástica, vinculada à cerâmica e à escultura, amando o que fazia, mas sem encontrar um sentido religioso para minha vida, apesar de perceber que eu cresceria muito em minha arte caso encontrasse os meus deuses internos, pois os que estavam no "mercado" não correspondiam à imagem que eu tinha de Deus. Lia de tudo, amava os mitos celtas, gregos, romanos e africanos, justamente por todos eles serem deuses tão humanos, tão sujeitos à ira, ao amor abrasador, aos ataques de vontade, etc., como todos nós, seres humanos.
 
Quando conheci o tarô, percebi que tudo estava contido em suas coloridas e simbólicas figuras. Que todos os mitos, que todos os sentimentos e emoções inerentes ao homem estavam ali contidos, prontos para serem perfeitamente descobertos e ampliados dentro de nós..
 
E assim aconteceu comigo. Com a experiência, o contato com as pessoas, fui aprimorando o maravilhoso veículo que é o tarô, me aperfeiçoando e trabalhando a minha sensitividade. percebi que tudo está vinculado (tarô, astrologia, cabala, terapias alternativas) e, na realidade, leva a um só caminho: à evolução, ao crescimento e à felicidade.
 
Hoje, tenho uma vida totalmente ligada a tudo isso em que acredito: moro numa chácara onde planto e colho ervas, - que são, para mim, o mais forte e abrangente veículo de cura física, psíquica e espiritual - me ligando, assim, aos permanentes ciclos de vida da natureza. Esse tarô é o resultado concreto desses doze anos de trabalho.
Maria Teresa
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