| "O Esperanto não é uma religião? Ah, isso é língua de espírita..." | ||
No Brasil desde 1910 os espíritas adotaram (com sucesso) o Esperanto como veículo de divulgação de suas convicções e tornaram-se um dos principais editores de material nessa língua em nosso país, pois conseguem através do Esperanto atingir muitos países que de outra forma não conseguiriam. Mas o que diriam por exemplo a Radio Vaticana, a filosofia japonesa Oomoto, ou - ainda - os membros da ATEO-associação de ateus esperantistas se alguém lhes dissesse "isto é coisa de espíritas"?! É claro que morreriam de rir! Além do fato que a mais antiga revista em Esperanto ainda em circulação é a Espero Katolika, criada em 1903... A própria idéia de uma comunicação sem imposições e igualitária, que favorece uma convivência harmoniosa entre seus falantes das mais diversas correntes, faz nascer um sentimento básico comum a qualquer esperantista: respeito à liberdade de opinião, à diversidade cultural e filosófica, e à neutralidade intrínseca ao movimento esperantista. Voltando ao Vaticano, ouça* aqui uma famosa personagem falando em Esperanto - o papa João Paulo II dá as boas-vindas e também despede-se durante um encontro mundial de jovens católicos na Polônia em 1991. Nas principais audiências públicas internacionais (Páscoa, Natal), o papa faz um pronunciamento em mais de 55 línguas, sendo as últimas em geral em esperanto, em polonês (sua língua materna) e em latim (língua oficial da Igreja Católica).
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