Comunicados de Imprensa da UEA
UEA-Associação
Universal de Esperanto
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COMUNICADOS DE IMPRENSA DA UEA N-ro 122 (09/05/2001)
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Conteúdo:
1. ONGs discutem um "mercado justo" de línguas
2. Vice-presidente da UEA em visita à Unesco
3. Unicef: observação da UEA foi levada em consideração
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ONGs DISCUTEM UM "MERCADO JUSTO" DE LÍNGUAS
Em Nova Iorque,
reuniu-se em 3 de maio uma dezena de representantes
de diversas
organizações não-governamentais (ONGs) para debater
o programa
da "Coalizão
por uma Língua Auxiliar Internacional" (abreviação:
CIAL),
grupo iniciado
há alguns anos pela UEA. A CIAL reúne atualmente 20 ONGs
ligadas a
áreas bem distintas: de direitos humanos, de religiões, da
infância
e adolescência,
dentre outras. Seus objetivos são, paralelamente, colocar
em pauta
a questão da língua internacional nas Nações
Unidas (ONU)
e em outras
organizações inter-governamentais; e, ao mesmo tempo,
conscientizar
as ONGs dos problemas lingüísticos e dos diversos meios
de resolvê-los,
aí incluído o Esperanto.
A introdução
da reunião se deu com as apresentações de Humphrey
Tonkin
e Mark Fettes.
Tonkin pôs em evidência as fortes contradições
entre
o regime
lingüístico da ONU e os princípios fixados em sua Carta
e em
outros documentos
importantes do direito internacional, como igualdade,
inclusão,
diversidade e não-discriminação. Fettes voltou-se
para a
política
lingüística das ONGs. Ele demonstrou como uma falta de
planejamento
na área de comunicação dessas Organizações
as submete ao
"livre mercado"
das línguas, em oposição aos princípios do
"mercado justo"
que elas
defendem em outras áreas.
Em discussão
posterior, conduzida por Mark Fettes, os presentes recomendaram:
que as duas
palestras sejam publicadas; que haja uma distribuição mais
ampla
do boletim
da CIAL, tanto em papel como por via eletrônica; que se crie uma
página
da CIAL na Internet, informando permanentemente sobre a situação
lingüística
da ONU e a atuação da CIAL, para estimular o debate. Isto
deve
contribuir
para a uma maior conscientização e informação
mais profunda da
comunidade
das ONG, pois a simples falta de consciência é o maior obstáculo
nesse meio.
Junto à
ONU, a reunião decidiu que a CIAL tente criar um grupo de trabalho
no âmbito
do KONGO (Comitê Coordenador de ONGs junto à ONU) e que explore
a
possibilidade
de promover encontros da CIAL em Nova Iorque mais regularmente,
inclusive
com uma atividade mais intensa no ensino de Esperanto a ativistas
das ONGs
e funcionários da ONU que estejam interessados.
Iniciativas
junto a diversos órgãos e seções da ONU devem
ser preparadas com
base nesses
novos contatos. O trabalho em Nova Iorque continua a cargo
do Escritório
local da UEA, sob os cuidados de Rochelle Grossman e Ulrich
Becker.
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VICE-PRESIDENTE DA UEA EM VISITA À UNESCO
Como parte
dos contatos regulares entre a UEA e a Unesco, o vice-presidente
da UEA, dr.
Renato Corsetti, visitou a sede da Unesco em Paris nos dias
24 e 25 de
abril, acompanhado de Vincent Charlot e Philippe Berizzi. Os
srs. Charlot
e Berizzi são os representantes permanentes da UEA junto
à
Unesco.
A delegação
da UEA manteve uma produtiva conversa com a sra. Kaisa
Savolainen,
diretora da seção de Educação Humanística,
Cultural e
Internacional
da Unesco. Além da atuação da UEA na divulgação
dos objetivos
da Unesco,
ela se interessou pela atuação da entidade em geral e pela
situação
do movimento esperantista. Ela mostrou-se especialmente satisfeita
pela tradução
e edição em Esperanto de material da Unesco, o que a UEA
tem
feito regularmente.
Do encontro participou também o sr. Matoko, responsável
pelo projeto
"Linguapax", e nessa ocasião o dr. Corsetti pôde informá-lo
sobre o estado
atual do projeto "Interkulturo", realizado em conjunto pela
UEA e pela
ILEI (Liga Internacional de Professores Esperantistas).
Com a sra.
Monique Fouilhoux, presidente do Comitê de Ligação
da Unesco
com as ONGs,
apresentou-se um balanço das atividades da UEA ligadas à
Unesco
em 2000.
Destacou-se a coleta de assinaturas para o Manifesto 2000, que
colocou a
UEA na 14a. posição entre as ONGs, no que se refere ao número
de
assinaturas
coletadas. A UEA também participou de duas das chamadas
comissões
mistas de programa ("Direitos humanos e tolerância" e
"Comunicação
e novas tecnologias"), e contribuiu com uma palestra durante
o colóquio
de Cultura da Paz, em novembro. Comunicados sobre a atuação
da
Unesco foram
regularmente enviados pela rede. A sra. Fouilhoux avaliou
como muito
positivas as atividades da UEA, esperando que as associações
nacionais
de Esperanto também se relacionem mais intensamente com as
comissões
nacionais da Unesco.
Houve ainda
uma outra reunião, com a sra. Liselotte Andersson, da Divisão
de
Cultura da
Paz. Essa reunião de trabalho tratou de esclarecer os objetivos
da Década
Internacional pela Cultura da Paz e Não-Violência para as
Crianças
do Mundo
(2001-2010) e sobre o funcionamento técnico do sítio de Internet
da Unesco,
que trata da Cultura da Paz.
O dr. Corsetti
visitou também a sede da União Francesa para o Esperanto,
onde
se reuniu
primeiro com os srs. Charlot e Berizzi para discutir como fortalecer
e tornar
mais aparente as ações da UEA em favor da Unesco. Ele participou
em seguida
de uma reunião do Grupo de Conversação Parisiense
e com os membros
do Clube
de Esperanto "E-94" em Choisy. Em 26 de maio ele ainda encontrou-se
na sede da
"Sennacieca Asocio Tutmonda" (Associação Mundial Sem-Nacionalidade)
com o presidente
dessa entidade, Ivo Peyrault, e com o secretário-geral, Kresho
Barkovich.
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UNICEF: OBSERVAÇÃO DA UEA FOI LEVADA EM CONSIDERAÇÃO
Um grupo de
trabalho de ONGs com relações consultivas com o Unicef, o
Fundo
das Nações
Unidas para a Infância, preparou recentemente um documento para
a efetivação
dos direitos da criança na primeira década do terceiro milênio.
A comunidade
de ONGs do Unicef pretende entregá-lo durante um sessão especial
da Assembléia
Geral da ONU que será dedicada às crianças.
A UEA assinou
o documento, mas fez a observação de uma falta muito
significativa:
não se mencionava o direito de que as crianças sejam educadas
em sua própria
língua materna, pelo menos nos anos do primário. A intervenção
da UEA produziu
resultado: em uma nova versão revisada do documento
introduziu-se
a menção "intensificar o ensino da língua materna
nos primeiros
anos da escola
primária".
A UEA tem
o status de relações consultivas com o Unicef desde 1993.
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* Estes comunicados são escritos originalmente em Esperanto,
pelo escritório-sede da Associação Universal de Esperanto
(Rotterdam, Holanda) e são traduzidos em português no
Kultura Centro de Esperanto para distribuição no Brasil.
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