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Comunicados de Imprensa da UEA
 

UEA-Associação Universal de Esperanto
Nieuwe Binnenweg 176 - NL-3015 BJ
Rotterdam - Países Baixos
http://www.uea.org

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COMUNICADOS DE IMPRENSA DA UEA                       N-ro 122  (09/05/2001)

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Conteúdo: 1. ONGs discutem um "mercado justo" de línguas
          2. Vice-presidente da UEA em visita à Unesco
          3. Unicef: observação da UEA foi levada em consideração

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ONGs DISCUTEM UM "MERCADO JUSTO" DE LÍNGUAS

Em Nova Iorque, reuniu-se em 3 de maio uma dezena de representantes
de diversas organizações não-governamentais (ONGs) para debater o programa
da "Coalizão por uma Língua Auxiliar Internacional" (abreviação: CIAL),
grupo iniciado há alguns anos pela UEA. A CIAL reúne atualmente 20 ONGs
ligadas a áreas bem distintas: de direitos humanos, de religiões, da infância
e adolescência, dentre outras. Seus objetivos são, paralelamente, colocar
em pauta a questão da língua internacional nas Nações Unidas (ONU)
e em outras organizações inter-governamentais; e, ao mesmo tempo,
conscientizar as ONGs dos problemas lingüísticos e dos diversos meios
de resolvê-los, aí incluído o Esperanto.

A introdução da reunião se deu com as apresentações de Humphrey Tonkin
e Mark Fettes. Tonkin pôs em evidência as fortes contradições entre
o regime lingüístico da ONU e os princípios fixados em sua Carta e em
outros documentos importantes do direito internacional, como igualdade,
inclusão, diversidade e não-discriminação. Fettes voltou-se para a
política lingüística das ONGs. Ele demonstrou como uma falta de
planejamento na área de comunicação dessas Organizações as submete ao
"livre mercado" das línguas, em oposição aos princípios do "mercado justo"
que elas defendem em outras áreas.

Em discussão posterior, conduzida por Mark Fettes, os presentes recomendaram:
que as duas palestras sejam publicadas; que haja uma distribuição mais ampla
do boletim da CIAL, tanto em papel como por via eletrônica; que se crie uma
página da CIAL na Internet, informando permanentemente sobre a situação
lingüística da ONU e a atuação da CIAL, para estimular o debate. Isto deve
contribuir para a uma maior conscientização e informação mais profunda da
comunidade das ONG, pois a simples falta de consciência é o maior obstáculo
nesse meio.

Junto à ONU, a reunião decidiu que a CIAL tente criar um grupo de trabalho
no âmbito do KONGO (Comitê Coordenador de ONGs junto à ONU) e que explore a
possibilidade de promover encontros da CIAL em Nova Iorque mais regularmente,
inclusive com uma atividade mais intensa no ensino de Esperanto a ativistas
das ONGs e funcionários da ONU que estejam interessados.

Iniciativas junto a diversos órgãos e seções da ONU devem ser preparadas com
base nesses novos contatos. O trabalho em Nova Iorque continua a cargo
do Escritório local da UEA, sob os cuidados de Rochelle Grossman e Ulrich
Becker.

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VICE-PRESIDENTE DA UEA EM VISITA À UNESCO

Como parte dos contatos regulares entre a UEA e a Unesco, o vice-presidente
da UEA, dr. Renato Corsetti, visitou a sede da Unesco em Paris nos dias
24 e 25 de abril, acompanhado de Vincent Charlot e Philippe Berizzi. Os
srs. Charlot e Berizzi são os representantes permanentes da UEA junto
à Unesco.

A delegação da UEA manteve uma produtiva conversa com a sra. Kaisa
Savolainen, diretora da seção de Educação Humanística, Cultural e
Internacional da Unesco. Além da atuação da UEA na divulgação dos objetivos
da Unesco, ela se interessou pela atuação da entidade em geral e pela
situação do movimento esperantista. Ela mostrou-se especialmente satisfeita
pela tradução e edição em Esperanto de material da Unesco, o que a UEA tem
feito regularmente. Do encontro participou também o sr. Matoko, responsável
pelo projeto "Linguapax", e nessa ocasião o dr. Corsetti pôde informá-lo
sobre o estado atual do projeto "Interkulturo", realizado em conjunto pela
UEA e pela ILEI (Liga Internacional de Professores Esperantistas).

Com a sra. Monique Fouilhoux, presidente do Comitê de Ligação da Unesco
com as ONGs, apresentou-se um balanço das atividades da UEA ligadas à Unesco
em 2000. Destacou-se a coleta de assinaturas para o Manifesto 2000, que
colocou a UEA na 14a. posição entre as ONGs, no que se refere ao número de
assinaturas coletadas. A UEA também participou de duas das chamadas
comissões mistas de programa ("Direitos humanos e tolerância" e
"Comunicação e novas tecnologias"), e contribuiu com uma palestra durante
o colóquio de Cultura da Paz, em novembro. Comunicados sobre a atuação da
Unesco foram regularmente enviados pela rede. A sra. Fouilhoux avaliou
como muito positivas as atividades da UEA, esperando que as associações
nacionais de Esperanto também se relacionem mais intensamente com as
comissões nacionais da Unesco.

Houve ainda uma outra reunião, com a sra. Liselotte Andersson, da Divisão de
Cultura da Paz. Essa reunião de trabalho tratou de esclarecer os objetivos
da Década Internacional pela Cultura da Paz e Não-Violência para as Crianças
do Mundo (2001-2010) e sobre o funcionamento técnico do sítio de Internet
da Unesco, que trata da Cultura da Paz.

O dr. Corsetti visitou também a sede da União Francesa para o Esperanto, onde
se reuniu primeiro com os srs. Charlot e Berizzi para discutir como fortalecer
e tornar mais aparente as ações da UEA em favor da Unesco. Ele participou
em seguida de uma reunião do Grupo de Conversação Parisiense e com os membros
do Clube de Esperanto "E-94" em Choisy. Em 26 de maio ele ainda encontrou-se
na sede da "Sennacieca Asocio Tutmonda" (Associação Mundial Sem-Nacionalidade)
com o presidente dessa entidade, Ivo Peyrault, e com o secretário-geral, Kresho
Barkovich.

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UNICEF: OBSERVAÇÃO DA UEA FOI LEVADA EM CONSIDERAÇÃO

Um grupo de trabalho de ONGs com relações consultivas com o Unicef, o Fundo
das Nações Unidas para a Infância, preparou recentemente um documento para
a efetivação dos direitos da criança na primeira década do terceiro milênio.
A comunidade de ONGs do Unicef pretende entregá-lo durante um sessão especial
da Assembléia Geral da ONU que será dedicada às crianças.

A UEA assinou o documento, mas fez a observação de uma falta muito
significativa: não se mencionava o direito de que as crianças sejam educadas
em sua própria língua materna, pelo menos nos anos do primário. A intervenção
da UEA produziu resultado: em uma nova versão revisada do documento
introduziu-se a menção "intensificar o ensino da língua materna nos primeiros
anos da escola primária".

A UEA tem o status de relações consultivas com o Unicef desde 1993.
 

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* Estes comunicados são escritos originalmente em Esperanto, pelo escritório-sede da Associação Universal de Esperanto (Rotterdam, Holanda)  e são traduzidos em português no Kultura Centro de Esperanto para distribuição no Brasil.
 
 

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