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Monumentos sem fronteiras: 
ao Esperanto e a Zamenhof

Pekim Tenório Vaz
Belém-PA


O idioma Internacional vive não somente nos livros, revistas, canções, congressos e cursos, mas também sob a forma de ruas, avenidas, praças, parques, casas comerciais, navios, asteróides e outros objetos denominados “Esperanto” ou “Zamenhof”.  Há 1.044 de tais objetos* em 54 países dos cinco Continentes.  No nosso país essas homenagens chegam a 161, no caso da França e da Polônia esses números são, respectivamente, 133 e 107.

O navio “Esperanto” lançado ao mar, no litoral da Espanha, em 1896, singrou os mares até 1966 e tem uma grande importância para nossa causa: foi o primeiro objeto a homenagear o Idioma Internacional, ademais, haviam transcorrido somente nove anos após o aparecimento desse idioma.

A primeira rua “Zamenhof” foi inaugurada em Limoges (França), no ano 1912.  No Brasil, a primeira rua “Esperanto” foi inaugurada em 1913 no bairro Campo Grande, na cidade do Rio de Janeiro. 

Alguns exemplos de objetos que nos trazem à memória a Língua Internacional ou o seu criador, L. L. Zamenhof, presentes nos quatro cantos do planeta são citados a seguir.
 

 Monumento a Zamenhof - Campinas (SP) - Foto: D. Deslandes


- Há ruas ou praças “Esperanto” ou “Zamenhof ” nas cidades seguintes:

a)  No Brasil:
Belém (PA), Belo Horizonte (MG), Boa Vista (RR), Campinas (SP), Curitiba (PR), Maceió (AL), Porto Alegre (RS), Porto Velho (RO) e São Paulo (SP). 

b)  No estrangeiro:
Amsterdam (Holanda), Beirute (Líbano), Berlim (Alemanha), Budapeste (Hungria), Cannes (França), Cracóvia (Polônia), Jerusalém (Israel), Kameoka (Japão), Kazan (Rússia), Madri (Espanha), Malmö (Suécia), Msida (Malta), Roma (Itália), Sófia (Bulgária), Viena (Áustria) e Zagreb (Croácia). 

- Jardins ou parques foram batizados com o nome “Esperanto” nos seguintes lugares:
Budapeste (Hungria), Jerusalém (Israel), Saint-Avertin (França), Torino (Itália) e Viena (Áustria).

- Paradas de ônibus denominadas “Esperanto” evocam esse idioma em muitas cidades: 
La Chaux-de-Fonds (Suíca), Juiz de Fora -MG, Gotemburgo (Suécia), Montpellier (França), Nordhorn (Alemanha), Utrecht (Holanda) e Varna (Bulgária)
 


- Hotéis com o nome “Esperanto” estão presentes nas cidades abaixo:
Bydgoszcz (Polônia), Polski Trambesh (Bulgária), Strumica (Macedônia), Qingdao (China) e Pribylina, situada na região turística das montanhas Tatry (Eslováquia). 

- Empresas ou casas comerciais “Esperanto” existem nas cidades mencionadas a seguir:
Gov. Valadares-MG, Istanbul (Turquia), Johannesburg (Rep. da África do Sul), Middelfort (Dinamarca), Minneapolis (EUA), Oostende (Bélgica), Túnis (Tunísia) e Verona (Itália). 

- Escolas cujo nome oficial é “Esperanto” existem nas cidades listadas abaixo: 
Bialystok e Varsóvia (Polônia), Casalecchio di Reno (Itália), Havana (Cuba), Leeuwarden (Holanda), Tel Aviv (Israel) e Zhonghua (China). 

- Museus e Bibliotecas especializados no Esperanto:
1)  Em Viena (Áustria), funciona um dos principais espaços devotados à nossa causa:  o Museu Internacional do Esperanto (IEM), que dispõe de uma grande biblioteca:  cerca de 22.000 livros, dos quais cerca de 1.000 já disponíveis também na forma eletrônica.  A maioria dessas obras dizem respeito ao Esperanto, e as demais tratam de vários idiomas planejados, que fracassaram, contudo, eles têm significado histórico e atestam o valor desse assunto na sociedade moderna. 

No IEM estão expostos manuscritos, máquinas de escrever antigas com tipos em Esperanto, fotos, cartões e selos postais, fitas cassetes de áudio e vídeo, CD’s e outros objetos relacionados à história e à divulgação desse idioma.  O IEM é parte integrante da Biblioteca Nacional da Áustria (Oesterreichische Nationalbibliothek).

2)  Museu Espanhol do Esperanto, na cidade de San Pablo de Ordal: 
10.180 livros e 13.100 coleções periódicas (3.134 títulos distintos); 

3)  Biblioteca Alemã do Esperanto, na cidade de Aalen:
11.000 livros (e uma pequena quantidade de periódicos), desse acervo, os catálogos de mais de 10.000 títulos já podem ser lidos via Internet;

4)  Há um Museu “Esperanto” em Gray (França) e outro em Jerusalém (Israel);

5)  Em Massa (Itália) há uma Biblioteca e Arquivo “Esperanto” com 7.250 volumes;

6)  Há uma seção dedicada a esse idioma internacional nas seguintes instituições:
-  Biblioteca da Cidade de Gotemburgo (Suécia), 500 títulos em Esperanto;
-  Universidade da Califórnia (EUA), 640 títulos em Esp.;
-  Universidade Católica de Nijmegen (Holanda), 475 títulos em Esp.; 
-  Biblioteca Nacional Suíça (na cidade de Berna), 264 títulos em Esp.;
 - Biblioteca do Congresso dos E.U.A., 517 títulos em, ou referentes, ao Esp. 

- Casas Culturais “Esperanto” enriquecem o patrimônio de algumas cidades:
Budapeste (Hungria), Haia (Holanda), Pretoria (Rep. da África do Sul) e S. Petersburgo (Rússia). 

- Árvores foram plantadas e dedicadas ao Esperanto em diversos locais:
 Bondy (França), Cosquín (Argentina), Devonport (Tasmânia, Austrália), Haia (Holanda), Hamburgo (Alemanha), Koszalin (Polônia), Osijek (Croácia), Pardubice (Rep. Tcheca) e Tampere (Finlândia).

- Há um restaurante “Esperanto” nas cidades seguintes: 
Buenos Aires (Argentina), Beijing (China), Belfast (Irlanda do Norte) e Mahachkala (Rep. do Daguestão, Rússia).

Homenagens únicas em seu tipo ou categoria:

- uma belíssima tulipa holandesa, de pétalas vermelhas com estrias verdes, identificada em 1968, foi registrada oficialmente com o nome ‘Esperanto’; 
- uma variedade de líquen recebeu o nome “Zamenhofia".  Líquen (há cerca de 15.000 espécies conhecidas) é um vegetal criptogâmico resultante da associação simbiótica entre alga e fungo;
- Na China, uma espécie de escaravelho foi denominada "Gergithus esperanto". Esse inseto coleóptero (no total são cerca de 350.000 espécies descritas) se distingue por cinco pontos verdes dispostos sob a forma de uma estrela, como se imitasse o símbolo do Esperanto;
- um riacho, cujo nome é “Esperanto”, corre próximo à vila de Ophir (Alaska, EUA); 
- Em Barcelona (Espanha) há uma livraria “Esperanto”;
- Em Nagymaros (Hungria):  um monte “Esperanto”;
- Em Rozino (Bulgária):  um hospital “Zamenhof”;
- Em Prilep (Macedônia):  uma clínica “Zamenhof”;
- Em Stoke-on-Trent (Grã-Bretanha):  um bosque “Esperanto”;
- Próximo da cidade de Orjahovo, uma ilha (pertencente à Bulgária) no Danúbio tem a palavra ‘Esperanto’ como nome oficial;
- Na Espanha um champanhe recebeu o nome “Esperanto”;
- Um café-bar na cidade americana de Rockford têm como nome comercial a palavra “Esperanto”.
- Um café de Internet no centro da Cidade do México tem o nome “Esperanto”

O mundo extraterrestre conhece a Língua Internacional:

- o astrônomo finlandês Yrjö Väisälä descobriu dois asteróides (que orbitam entre Marte e Júpiter), um em 1936 e outro em 1938, e os denominou ‘Esperanto’ e ‘Zamenhof’, respectivamente;

- A NASA gravou um disco de ouro, com diversos sons da Terra: trovões, chuvas, trens, vento, fogo, vulcões, animais, aves, beijos, canções e músicas de vários países, ...., e também dois grupos de mensagens – um em 55 idiomas diferentes (Armeno, Bengali, Hitita, Indonésio, Japonês, Português, Russo, Quétchua, Sueco, etc.), e outro constituído de 15 mensagens gravadas por embaixadores da ONU, também em distintas línguas, entre essas o Esperanto, - Eis parte da saudação, nesse idioma, feita pelo Sr. Ralph Harry, embaixador da Austrália junto à ONU:  “Ni strebas vivi en paco kun la popoloj de la tuta mondo, de la tuta universo .... Mi salutas æiun, kiu komprenas.  Adiaý.” 
[trad.: “Esforçamo-nos para viver em paz com os povos de todo o mundo, de todo o universo .... Saúdo a todos que me compreendem.  Adeus.”] .

Esse disco, e uma cópia idêntica, foram transportados, cada um dos dois, nas naves gêmeas Voyager I e Voyager II, lançadas em 1977, as quais já realizaram investigações referentes aos planetas Júpiter, Saturno, Urano e Netuno, e continuam a executar diversas pesquisas científicas sobre, p.ex.: raios cósmicos, campos magnéticos, e plasma.  Cumpriram suas tarefas concernentes a esses planetas, e atualmente deslocam-se na região limítrofe do Sistema Solar (a Voyager II ultrapassou Netuno em 1989), a caminho do espaço escuro, frio, incomensurável - a Voyager I encontra-se a uma maior distância do nosso mundo, pois sua velocidade é maior que a da Voyager II.  Segundo o projeto, continuarão a enviar dados científicos aos laboratórios da NASA até cerca de 2020.  Depois dessa época, suas trajetórias, no Cosmos infinito, serão uma incógnita, não obstante, espera-se que sejam capturadas por alguma civilização de outro sistema estelar, e supõe-se que os seres desse mundo longínquo sejam capazes de ler/ouvir os discos que levam sinais de um minúsculo planeta – a Terra.

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Fonte:
RÖLLINGER, Hugo. 
Monumente pri Esperanto, 
Rotterdam: Universala Esperanto- Asocio, 1997,  112p. 

{ * dados atualizados até dez./ 1996 }

Artigos das páginas virtuais da: Sennacieca Asocio Tutmonda (Associação Mundial Anacional), Virtuala Esperanto-Biblioteko, Unuiøo Franca por Esperanto (União Francesa pelo Esperanto) e NASA.

 
 
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