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Globalização, será que é para todos?*
UEA-Associação Universal de Esperanto
Rotterdam, Holanda

    O último Congresso Internacional de Esperanto ocorreu de 31 de julho a 7 de agosto de 1999, em Berlim. O tema do congresso deste ano foi: "Globalização, uma chance para a Paz?". Abaixo as traduções do resumo - original em Esperanto - da palestra introdutória ao tema do congresso (publicada na Revista "Esperanto" de setembro/99) e da resolução do congresso, também publicada na mesma revista.

    Globalização, será que é para todos?
    Paz sempre foi o principal desejo dos homens. Seria possível durante horas citar hinos e obras de arte que oram por ela. A paz nós almejamos, pois sabemos que a discórdia gera a violência, que sempre extingue vidas humanas. A despeito deste antigo anseio, a humanidade praticamente nunca desfrutou de plena paz. Discórdia e guerra sempre inflamaram ali e acolá.
    Entretanto, etnólogos afirmam que biologicamente o homem está entre os seres vivos mais tolerantes: ele consegue com mais êxito dividir o ar com os de sua espécie do que faria a maioria dos outros seres vivos. A discórdia e a guerra entre os homens não são geradas biologicamente por determinados instintos, mas por arraigados estereótipos culturais. Disso segue que atingir a paz não é impossível, embora - a experiêcia nos ensina sobre isso - dificílima.
    O tema principal de nosso congresso procura uma resposta à pergunta "Globalização - uma chance para a paz?". Primeiramente, será útil examinar um pouco: o que em suma nós entendemos por "globalização"?
    A globalização está entre os mais discutidos conceitos da atualidade. Tem-se as mais diversas posturas a seu respeito, principalmente por ter muitas facetas, tais como: econômica (com ênfase em finanças), ecológica, psicológica, cultural, de comunicação e, não por último, política. Para diversos homens esta ou aquela faceta pode parecer mais essêncial, e a opinião comum a respeito da globalização em suma pode ser definida da relação com aquela faceta.

    Ritmo vertiginoso
    A globalização é um processo de vários milhares de anos sem interrupção, cujo ritmo se acelera constantemente: durante as últimas décadas ela atingiu uma velocidade vertiginosa jamais experimentada. A geração atual deveria numa década digerir uma maior dose das conseqüências da globalização do que uma dezena de gerações juntas de antes.
    O começo do processo de globalização foi aquele momento em que duas tribos de homens pré-históricos se contactaram pela primeira vez - pacífica ou militarmente - e começaram a produzir efeito uma sobre a outra. Este efeito certamente era recíproco, mas com certeza não era equilibrado. A saber, a tribo que limava instrumentos mais eficazes e se abastecia com mais abundância de alimentos, irradiava muito mais efeito. Na história sempre esses grupos humanos mais fortemente influênciaram os outros, que mais faziam aumentar a eficiência do trabalho humano visando o bem-estar material.
    Pode-se bem constatar essa tendência já no Império Romano, a mais antiga etapa claramente visível da globalização. Sua formação e constante crescimento devem-se ao que os romanos usufruíam e ao que fazia prosseguir a evolução - a partir do conhecimento herdado dos gregos - dos elementos pelos quais podiam elevar o nível material da vida humana.
    A queda do Imperio Romano foi seguida de contínua e silenciosa evolução. Nao se criou um novo grande império, mas os estados europeus de então foram significativamente unificados pela Igreja Católica, por um sistema de escrita comum e pela língua latina. No século XV amadureceram os frutos dessa evolução: na época das descobertas geográficas o comércio mundial estendeu sua esfera, e, pelo aparecimento das colônias, a Europa passou a influênciar territórios muitas vezes maiores que ela própria.

    Globalização com lamentações
    O processo de globalização até o começo do século XX desenvolveu-se de dentro da Europa - foi a colonização. Foi acompanhado de sangue e lamentações em abundância, sofrimentos e genocídios, mas ao mesmo tempo os elementos principais da civilização européia começaram a se irradiar nos territórios colonizados. No decorrer de apenas alguns séculos os estados europeus estendiam seu poderio a todo o globo terrestre. Os territórios conquistados e os moradores foram cruelmente explorados; em alguns lugares, após pleno extermínio do indígenas locais, os imigrantes que passaram a morar formaram aos poucos estados proprios, primeiramente de algum modo ligados ao poder colonial europeu, mas tais ligações pouco a pouco romperam-se totalmente.
    Dentre esses estados estavam os Estados Unidos, fundados no final do século XVIII. Merecem atenção, pois em apenas um século e meio percorreram um caminho tão brilhante que se tornaram a mais rica e forte, em uma palavra, o mais bem sucedido país do mundo. Já dos anos 50-70 o processo de globalização irradiava para o globo a partir daquele país.
    Daria para encher uma biblioteca inteira com as análises eruditas a respeito do milagre norte-americano. Aqui devo citar apenas o componente mais essêncial: a eficientíssima organização do trabalho humano. Os criadores daquele país conscientemente varreram as tradições supérfluas, e comecaram a construir a sua sociedade e seu estado a partir da base, e - no espírito pioneiro da época do cultismo - tudo eles fizeram baseados na razão. Parece que o distânciamento das tradições é forçosamente um pré-requisito de uma evolução eficiente. Esta relação crítica e racional das tradições é a
principal virtude e ao mesmo tempo a principal perversidade dos Estados Unidos. Virtude: porque deu aos Estados Unidos e aos seus moradores uma liberdade maravilhosa, criou circunstâncias favoráveis para desenvolver a criatividade junto aos indivíduos. Perversidade: porque resultou numa especie de fraqueza e na atrofia da solidariedade humana. É como se consolidassem nos Estados Unidos os conceitos de racismo, revolucionariamente novos e úteis ha duzentos anos, mas tais que não são necessariamente úteis para aplica-los com conseqüência em nossa entremente muito mais refinada e matizada imagem de mundo.
    Agora tentemos, ainda que apenas superficialmente, iluminar algumas das facetas da globalização.

    Tecnologia
    Homens em toda parte do mundo facilmente aceitam esta faceta: provavelmente porque novos equipamentos técnicos contribuíiram para dar mais conforto à vida humana sem que fossem sentidos os seus efeitos negativos.

    Economia
    A economia sempre foi o carro-chefe do processo de globalização. Até há 20 anos atrás o seu principal terreno era o constante crescimento do comércio exterior internacional: mercadorias produzidas pelos trabalhadores e capitalistas em um país eram vendidos a consumidores em outro. Então os governos mesmo nos países mais liberais podiam decisivamente influir nos processos econômicos. Essêncial mudança veio em meados dos anos 80, quando em sólido e constante crescimento do comércio exterior começou em vasta escala algo totalmente novo: a exportação de capital. Criaram-se enormes empresas multinacionais, que pouco a pouco passaram a poder não somente em grande parte evitar a influência dos governos, mas até mesmo influenciá-los. Eis gigantes unidades de produção sem controle social, que de fato também ameaçam o princípio básico da economia de mercado - a livre concorrência.
    Uma nova etapa desse processo se abriu na última decada, após a queda do comunismo. Em essência o único sistema econômico que resta funcionando no mundo é o capitalismo. Ele ainda não aparece em toda parte com uma única fisionomia, mas a sua essência é a mesma em toda parte. Pode-se prever a sua breve homogeneização, principalmente por causa do livre e rápido movimento do capital. A queda do comunismo fez com que seguissem mudanças desvantajosas no caráter do capitalismo: retraíram-se nele os elementos de solidariedade.
    O sistema de mercado é certamente o sistema econômico que produz mercadorias ou organiza serviços em geral com mais eficiência. Mas ultimamente ele aparece também em esferas onde é duvidosa a sua eficiência de longa perspectiva: no ensino, na cultura e nos serviços de saúde.

    Ecologia
    Danos ecológicos não conhecem fronteiras de países. Por esta razão, evidentemente, a ecologia é o terreno onde o constante desenvolvimento da globalização é diretamente desejável: somente com uma ação muito consciente e globalmente unida poderá ser evitada uma catástrofe ecológica. Mas sobre a maneira desta ação falta um consenso geral: os interesses dos países evoluídos são contrários aos dos países em desenvolvimento.

    Cultura
    Cultura e produção de mercadorias culturais estão diretamente ligadas aos aspectos técnicos e econômicos, apesar de que muitos de boa vontade separariam a cultura das outras facetas. Trata-se do fato que os homens segundo suas intenções com mais ciúmes guardam sua própria cultura, entretanto paradoxalmente podem facilmente perde-la. Ligado com a globalização, é impossível omitir o aspecto lingüístico da cultura. A língua inglesa na vida internacional já tem uma posição inabalével, e depois de uma ou duas décadas ela possivelmente começará a pôr em perigo as posições das línguas nacionais também em seus próprios países, por exemplo no ensino superior.

    Dominação mundial?
    Agora tentemos definir o conceito "globalização", e vejamos qual é efetivamente o processo que ocorre no mundo. "Globalização" em si mesma significa que os elementos da economia mundial cada vez mais interdependem, também a produção e a distribuição das mercadorias culturais. "Globalização" deveria supor interdependência recíproca. Ao contrario, nós conhecemos por experiência que cada vez mais uma grande parte da produção econômica (também cultural) são possuídas e regidas por sociedades econômicas registradas em um grupo de 20 países mais desenvolvidos, principalmente os Estados Unidos. De fato, seria mais apropriado falar sobre "dominação mundial" feita por esses 20 países. Na história, principalmente sempre influenciaram os países mais evoluídos, enquanto que os menos evoluídos em
geral dependiam. Contudo no ritmo do processo de então essa diferença na maioria das vezes permanecia sob o limiar de tolerância dos homens.
    Esse domínio mundial dos Estados Unidos em especial salta aos olhos junto aos produtos culturais. Neste campo sofrem ate mesmo os países desenvolvidos da Europa Ocidental. Os filmes projetados nessa parte do mundo são 70 % norte-americanos; o número de espectadores é provavelmente até mais alto. Os filmes americanos talvez cada vez mais dominarão, por causa do progresso técnico que se pode esperar da televisão e atingirão também as massas analfabetas dos países em desenvolvimento. Esses filmes fazem publicidade dos modelos de vida e de consumo americanos. Se os povos dos países em desenvolvimento esforçarem-se para segui-los, fatalmente seguirá uma catástrofe ecologica, porque no nível de consumo americano o globo terrestre seria capaz de suportar não mais do que 1/3 (um terço) de seus 6 bilhões de pessoas. Por outro lado, o evidente insucesso em atingir esses objetivos causarão uma profunda frustração, a qual por sua vez poderá causar reações psíquicas e políticas dificilmente previsíveis.

    Comunidade internacional?
    A dominação dos países desenvolvidos ultimamente se estendeu também à política, até na esfera militar. Na ultima guerra da Iugoslavia, 19 estados-membros da OTAN elegantemente declararam-se "comunidade internacional" e iniciaram a guerra contra a Iugoslávia. Em nosso ponto de vista a essência está não se o regime de Milosevic tinha culpa ou não, mas se essa guerra colocou à margem o júri internacional e a organização universal das Nações Unidas. Dizem que de agora aquela guerra freará em todo o mundo a violência de um país contra os próprios cidadãos. Mas isso provavelmente diz respeito apenas às violências dos países a serem julgadas dignas de punição em Washinton e em Bruxelas.

    Quem lucra e quem tem prejuízo?
    Quem lucra e quem tem prejuízo na atual globalização? Evidentemente, os ganhadores devemos procurar em primeiro lugar nos países desenvolvidos. Trata-se dos proprietários e dirigentes das sociedades econômicas, que realizam a exportação de capital e a transferência da produção para outros países. Eles ganham triplamente. Primeiro: no novo local a força de trabalho custa significativamente menos. Em segundo lugar: ali as autoridades em geral favorecem os investidores com impostos facilitados. Em terceiro lugar: conservando os seus antigos mercados eles adquirem novos. De fato, distribuindo em diversos lugares seus produtos eles ficam independentes dos governos e, escorregando do controle social, eles tornam-se quase invulneráveis. Tudo isso resulta num abrupto crescimento de lucro para os proprietários e para os seus dirigentes privilegiados.
    Ganhadores também encontram-se nos países que aceitam essa exportação: primeiro aquelas elites locais que organizam a produção. Lucram também aqueles trabalhadores dos países que aceitam o capital que são empregados pelas fábricas recém-criadas: pois eles de modo geral passam a ter trabalho e talvez até recebam um salário um pouco mais alto do que de costume. Lucra inicialmente também o estado aceitador do capital: apesar do favorecimento de impostos, cresce um pouco sua arrecadação, e em virtude da queda do desemprego tornam-se moderados os custos sociais.
    Os problemas surgem quando essas empresas passam a remeter seus lucros para fora do país. Isso dificilmente é suportado pela balança monetária exterior desses países, também não equilibrada: em geral eles tentam tapar o buraco pela combinação de empréstimos e atração de mais investidores.
    Têm prejuízo nos países desenvolvidos antes de tudo aqueles trabalhadores que por causa do deslocamento da produção perdem seu trabalho; mas têm prejuízo também seus governos. Em conseqüência da produção transferida encolhe a arrecadação de impostos, enquanto cresce o desemprego, gerando custos governamentais. Sair desta armadilha é possivel somente por meio de economia nos custos sociais, redução do nivel de provisão social e do nível de vida em geral.
    Perdedores encontram-se também nos países que aceitam a importação de capital. Por causa da abrupta abertura das economias nacionais ali podem ser destruídos todos os ramos industriais tradicionais, liquidando mais locais de trabalho do que produz a importação de capital. O abrupto aparecimento de novas culturas de produção - alem da eficiência que traz perspectiva de evolução - podem causar um choque psíquico com suas conseqüências sociais negativas. Muita destruição segue também desta forma de globalização cultural que é incorporada principalmente pela penetração de um conjunto de despretensiosas "novelas" e filmes irradiando agressividade. Esse fluxo imbecilizante de imagens consegue empobrecer  a cultura da língua, marginaliza a cultura escrita, a base do que faz o homem tão grande quanto ele é.

    Perdas e ganhos
    Pela atual forma de globalização durante um periodo mais longo perderá a maioria dos homens, pois ultimamente em todo o mundo estão sendo constantemente revisados os contratos sociais, em favor do capital. Os salários e o zelo social finalmente tenderão em escala mundial a se unir em média entre os níveis atuais da Suíça e, digamos, de Bangladesh. Assim os suíços perderão, e os de Bangladesh apenas aparentemente ganharão. Eles também perderão em perspectiva, pois certamente nunca atingirão o nível atual, que outrora de fato poderiam atingir.
    Entao, a resposta a "Globalização - uma chance para a paz?" não pode ser de significação única. Os pontos negativos que acabaram de ser listados fazem muitos responderem negativamente.
    Porém rejeitá-la de todo não é possível, e mesmo se fosse, seria imprudente. Se o intelecto humano teve sucesso em criar um aparato de transporte e telecomunicação graças ao qual é possivel uma intensa colaboração da  humanidade de 6 bilhões, seria tolice não usá-lo. Nós podemos responder afirmativamente à globalização, mas com um enfático "não" à dominação mundial feita por um deles. Os americanos tem de fato muitíssimas razões para se orgulharem, mas eles devem compreender que não trarão felicidade à humanidade restante se em toda parte no globo terrestre crescerem cópias dos Estados Unidos.

    A verdadeira globalização
    Sustentar a verdadeira globalização não somente não exclui, mas até  mesmo provoca a resistência a tais fenômenos. Isso pode conflitar com os interesses de grupos econômicos, frequentemente apoiados por países, mas para o objetivo - criação de uma globalização igualitária e democrática, baseada numa interação recíproca dos participantes - vale a pena enfrentar esses conflitos. Uma globalização verdadeira dará uma chance à paz, porque nela todos por direito se sentirão ganhadores. Do contrário, uma  dominação mundial feita por uma restrita elite econômica despertará nos restantes cinco bilhões um sentimento de derrota, e isso invoca reflexos não tipicamente pacificos.
    Para evitar discordia é necessário que os países desenvolvidos mostrem um profundo moderamento no fluxo contínuo do processo de globalização. É necessario que eles lembrem que a pedra fundamental de qualquer cultura é a limitação de si própria.
    Nós esperantistas somos os antigos apóstolos da globalização igualitária, que se alimenta da interação recíproca de culturas. Estamos otimistas também agora, quando os augúrios para atingir tal globalização não são em parte promissores. Resolve "um problema do cérebro humano,/ quem ainda não fez sentir pressão" - rejubilou William Auld sobre a capacidade humana em seu poema "A Raça Menina", que marcou época, há 43 anos atrás. Agora o problema ja faz pressão, e o "cérebro humano" certamente resolverá o problema - mas somente se todos nós participarmos na solução.

  Resolução do Congresso

O octogésimo quarto Congresso Universal de Esperanto,

reunido em Berlim, Alemanha, de 31 de julho a 7 de agosto de
1999, com 2.712 participantes de 66 países;

tendo debatido sobre o tema "Globalização = chances para a paz?";

tendo constatado que o objetivo da lingua internacional Esperanto
desde seus primeiros tempos é fornecer ao mundo uma forma igualitária de
comunicação, que conserva as línguas étnicas para suas utilizações internas
das diversas regiões, nações ou etnias, e por meio disso assegura uma
possibilidade de participação igualitária para todos os povos no processo de
globalização, e ao mesmo tempo protege a policromia cultural do nosso globo
terrestre;

tendo analisado o atual, cada vez mais rápido desenvolvimento da globalização, que contudo realiza-se segundo um modelo que arrasta consigo o esgotamento dos recursos naturais do nosso planeta, i.e., de nossa heranca às gerações posteriores, e que adota em muitas relações a forma de supremacia dos países mais prósperos do mundo, e conseqüentemente invoca o fortalecimento do nacionalismo e separatismo em muitos lugares, o que por sua vez põe em perigo a paz;

tendo notado
- que a comunidade internacional começou a enfrentar este conjunto de problemas, por exemplo, pela Conferência das Nações Unidas no Rio de Janeiro em 1992, na qual participou o Movimento Esperantista,

- que as Nações Unidas, Unesco e as outras instâncias das Nações Unidas devem continuar a ter um papel central no empenho comum a segurança ecológica, direitos humanos e justiça no mundo;

invoca
- as Nações Unidas, suas instâncias, todos os foruns internacionais, as organizações não-governamentais e os usuários e falantes do Esperanto em todo o mundo, a dar uma atenção séria a esses aspectos da globalização, e a empenhar em direcionar o processo de forma que todos os homens do globo lucrem com ele. Isto pode ocorrer somente com um respeito incondicional de todos os direitos humanos, inclusive dos direitos à diversidade linguistica e cultural;

- os países economicamente prósperos e politicamente fortes a procurarem não assimilar o mundo restante, mas unir-se a ele com base na compreensão recíproca, respeito e vantagens recíprocas, porque somente tal globalização pode garantir para a humanidade uma sólida paz em verdadeira felicidade.



Reproduzido com a gentil permissão do tradutor, Edson Capucci (RJ).
 
 
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